Monthly Archives: fevereiro 2015

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Importação de material de construção no Brasil

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As exigências para importar no Brasil vão além de arrecadar tributos e proteger a indústria. Elas incluem esforços para garantir o padrão de qualidade dos produtos, justificada na segurança dos usuários brasileiros. Importadores precisam estar atentos a essas exigências, para evitar dificuldades e garantir o sucesso de suas operações. Nesse contexto, um dos setores mais influenciados é o da construção civil.

O setor de construção civil demanda materiais que podem ser adquiridos por preços mais acessíveis no exterior. É o caso da China, com sua grande produção em aços; e da Polônia, competitiva em vidros. No entanto, essa compra somente pode ser feita se os produtos satisfizerem as exigências técnicas nacionais. Para isso, o material é avaliado com base em critérios que investigam a qualidade e a segurança deles. O principal argumento é o de que itens com má qualidade podem comprometer a estrutura dos projetos, causando prejuízos e até mesmo acidentes.

O Inmetro é um dos principais órgãos nesse processo. Ele é uma das instituições que cuidam de avaliar os pedidos de importação durante a realização do despacho. Seus critérios incluem a durabilidade e a resistência dos materiais, entre outras exigências relevantes à qualidade das construções. A justificativa legal costuma ser feita com base no dever de o estado brasileiro proteger a integridade dos cidadãos.

Na prática, as importações de material de construção somente podem ser feitas se os produtos atenderem aos requisitos do Inmetro. O processo inclui avaliação de certificados, informações fornecidas por outras instituições e testes próprios. Os produtos devem atender exigências quanto ao tamanho, capacidade de absorver água e material, entre outras. As regras podem ser conhecidas nos regulamentos, que podem ser compulsórios ou voluntários. No caso de importadores, é preciso solicitar uma avaliação por parte do Inmetro.


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Mudanças no RADAR – novos limites

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A Receita Federal mudou as regras para utilizar o limite do RADAR, a licença concedida para pessoas jurídicas importarem e exportarem. É importante conhecermos essas novas regras, para continuarmos a operar juntos sem impedimentos, dificuldades ou surpresas.

A partir de 02/03/2015, as pessoas jurídicas habilitadas no RADAR como ENCOMENDANTE ou como ATIVO PERMANENTE serão automaticamente cadastradas no RADAR LIMITADO, plano que limita operações a cada semestre. Para importações, será fixado o limite de US$ 150 mil por semestre. Para exportações, o valor limite será de US$ 300 mil por semestre (Os mesmos valores podem ser equivalentes em outras moedas).

Estamos à disposição para auxiliá-lo na consulta à Receita Federal para saber em que tipo de RADAR sua empresa está habilitada. Nosso Setor de Qualidade está à sua inteira disposição. Conte conosco para sua empresa não parar e se adequar às novas regras.

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A crise política e o mercado brasileiro

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O contexto político brasileiro gera efeitos cada vez mais evidentes no cotidiano, particularmente no mercado. Empreendedores, investidores e importadores devem acompanhar de perto esses acontecimentos. Eles sugerem necessidade de adaptações na importação e exportação, que devem prosseguir sob cenário de frugalidade e de oscilações, causado principalmente pelos rumos políticos recentes.

Um dos efeitos mais evidentes desses rumos são as expectativas modestas para 2015. Bancos como o Safra e agências como a Rosenberg apostam em um PIB negativo em 2015 [1][2]. Até mesmo o Ministro da Fazenda admite PIB negativo no primeiro trimestre do ano [3]. A explicação mais recorrente para essas opiniões são os desafios políticos atuais.

Os bastidores de Brasília geram ansiedade no mercado e afetam a economia. O exemplo mais relevante são as investigações sobre a Petrobras, empresa cujas dificuldades geram desconfiança no mercado, redução de expectativas e aumento no preço dos combustíveis. Por consequência, o investimento diminui e a produção encarece, aumentando custos e estimulando queixas contra o governo.

O partido empossado encontra pouco espaço para reagir. Está forçado a conter gastos, a resgatar o crescimento, a combater corrupção. Isso tem articulado opositores e críticos, ao ponto de congressistas considerarem a hipótese de um impeachment [4] [5]. A opinião é compartilhada por agências de consultoria política como a Eurasia e a Benko, que estimam haver 20% a 30% de chances de afastamento [6]. Mesmo que isso não signifique risco sistêmico, é preciso cautela para evitar surpresas.

Embora afete o mercado, a crise política brasileira será menos ruptura e mais oscilação. Mesmo assim, investidores e empreendedores prudentes devem considerar a possibilidade remota de uma oscilação extrema. Isso pode evitar que algum revés inesperado gere consequências de difícil controle.

REFERÊNCIAS

[1] http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,analistas-ja-preveem-pib-negativo-este-ano,1623016
[2] http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/3849591/menor-que-pibinho-bancos-que-esperam-brasil-abaixo-zero-2015
[3] http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,levy-diz-que-governo-cumprira-meta-fiscal-sem-adotar-medidas-draconianas,1636044
[4] http://www.infomoney.com.br/mercados/politica/noticia/3855796/questao-sobre-impeachment-dilma-causa-discussao-entre-petista-tucano-senado
[5] http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2015-02-07/pt-usa-festa-para-acusar-golpe-em-curso-contra-dilma.html
[6] http://www.infomoney.com.br/mercados/politica/noticia/3855821/chances-dilma-sofrer-impeachment-sao-avaliam-consultorias


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THUMBYOUTUBE

WM Trading Soluções em Importação e Exportação

Aperfeiçoamos operações logísticas para empresas de vários formatos e tamanhos, nas áreas de produtos químicos, siderurgia, construção civil e industrial, máquinas e equipamentos, bens de consumo (vestuário/têxtil/calçados) e bens duráveis, setores automotivo e aeronáutico, entre outros. A WM TRADING está inserida estrategicamente em cidades com potencial de competição global no que diz respeito ao Comércio Exterior.

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O preço do petróleo e a economia internacional

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Os preços internacionais do petróleo geram impactos cada vez mais evidentes na economia e no comércio exterior.  O valor do petróleo despenca mundo afora, beneficiando consumidores e prejudicando produtores. Com base nesse cenário, relatório da agência D&B indica contexto de deriva no ano de 2015. A mudança brusca gera oscilações para investidores, empreendedores e importadores que dependam de alguma forma dos preços petrolíferos.

As explicações para a baixa do petróleo incluem a extração de xisto e o surgimento de fontes alternativas. Por causa dessa concorrência, países estratégicos como os do Oriente Médio decidiram entregar ao mercado o preço do combustível. O objetivo da decisão é o de manter o interesse no petróleo, mesmo diante de fontes promissoras como a elétrica. A oferta abundante e os substitutos próximos ensejaram uma queda dos preços, criando oportunidades e desafios.

A situação favorece setores que façam uso intenso de hidrocarbonetos. É o caso da agricultura e dos transportes, por exemplo. Economias que dependam do consumo intenso de petróleo também foram favorecidas. É possível que a modesta recuperação econômica dos Estados Unidos da América esteja relacionada à baixa do petróleo, que tem permitido mais investimentos na indústria.

Por outro lado, a desvalorização prejudica negócios que se beneficiem do desempenho do setor. A Coreia do Sul, por exemplo, foi obrigada a paralisar diversas obras petrolíferas em países do Oriente Médio. Os impactos são mais fortes em economias que dependam dos hidrocarbonetos. É o caso da Venezuela, que está em situação calamitosa, devido à maneira como o petróleo é a principal base do caixa governamental.

O Brasil possui economia mais diversificada do que a venezuelana, mas também foi impactado pela desvalorização do petróleo. Em 2014, foram realizados investimentos pesados na Petrobras. Havia a expectativa de que o preço do barril alcançaria altos valores. O ano de 2015 contrariou essas expectativas. Como resultado, a Petrobras tem sido impedida de obter retornos. Enquanto isso, o revés recai sobre o preço do combustível nacional, cuja logística e produção ainda são monopólios de fato da Petrobras.

Ainda não é possível determinar até quando essa baixa permanecerá. Outrora dispendiosa, a extração de xisto é cada vez mais praticada, reduzindo custos. Além disso, as fontes alternativas têm demonstrado ser viáveis, como indica o uso de carros elétricos na Europa. Existe a possibilidade de os países produtores reduzirem a produção novamente. As recentes disputas geopolíticas entre os países do Oriente Médio podem tornar difícil formar esse arranjo.

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A inflação e o comércio internacional

A inflação e o comércio internacional

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O timing do mercado é gerado pelo nível dos preços. Ele afeta o valor do dinheiro e gera oportunidades ou desafios para compradores e vendedores. A situação é particularmente relevante para quem importa ou exporta. No comércio internacional, as alternativas surgem ou desaparecem de acordo com a inflação, que afeta o valor do dinheiro e determina a possibilidade de transações no comércio internacional.

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Comércio exterior e as medidas econômicas de 2015

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O governo empossado parece cada vez mais seguro (ou pressionado) a pronunciar as intenções de suas medidas econômicas neste novo mandato. As recentes declarações incluíram termos que deixam evidente a prioridade de recuperar as contas públicas. Importadores, comerciantes e investidores podem agora se beneficiar de informações oficiais, que permitem realizar planos de forma mais consistente do que usando especulações.

A recuperação das contas públicas pode significar que, em curto e médio prazo, a economia provavelmente sofrerá alguma retração. O governo vai continuar seus esforços para arrecadar mais e gastar menos. Isso pode dificultar os investimentos, porque talvez inclua aumento de tributos, especialmente sobre importação. De fato, um decreto presidencial recentemente aumentou o custo do PIS sobre importação e do Cofins sobre importados. [1]

É possível que não se chegue à recessão em longo prazo. O ajuste das contas públicas pode estabilizar novamente a macroeconomia nacional. Por outro lado, em curto prazo, o PIB do Brasil poderá até mesmo ser negativo. O Ministro da Fazenda admite a possibilidade de o primeiro semestre ser negativo [2]. Enquanto isso, economistas e analistas prevêem PIB em menos 5 pontos percentuais para o ano [3].

As importações serão impactadas por esse cenário de frugalidade. Soluções alternativas em câmbio, fornecedores e engenharia financeira serão bem vindas. O cenário internacional pode ser beneficiado pela baixa recente do preço dos combustíveis, cujas fontes e alternativas estão multiplicando. Fornecedores e produtores mais competitivos podem surgir, abrindo janelas de oportunidades para importadores e comerciantes brasileiros.

REFERÊNCIAS:

[1] http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2015-01/medida-com-novas-aliquotas-de-pis-e-cofins-para-importacao-e-publicada-0

[2] http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/01/levy-admite-que-brasil-pode-ter-um-trimestre-de-pib-negativo.html

[3] http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,analistas-ja-preveem-pib-negativo-este-ano,1623016

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